Ϛ O silêncio, às vezes, nos traz significativas reflexões... ele nos permite avaliar as mais íntimas percepções, os mais secretos sentimentos... que, quando externados, mostram quem realmente somos... Talvez não seja preciso falar... Basta perceber, observar e sentir. ï

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Encontros...

Todos os dias, encontramos e, às vezes, reencontramos pessoas... Algumas simplesmente passam, mas a maioria nos marca de uma forma incrível. Ultimamente, tenho sido marcada por diversas delas que ora machucam, ora alegram, ora confirmam o sentimento que sempre emanaram de si, em mim... De qualquer forma, todas serão lembradas.

Há alguns meses, uns olhos me perseguem... Mesmo distantes, calados, hesitantes, eles permanecem bem vivos em minha memória. Passando a mesma paz e calma da primeira vez. Esses ficaram, e talvez ficarão para sempre... Hoje eles fogem de mim. Mesmo assim, não consigo apagá-los, esquecê-los, e nem quero fazê-lo... Olhos que me marcaram. Olhos que se tornaram especiais, devido às circunstâncias que envolveram esses encontros. Olhos que viram duas etapas de mim. Antes de vê-los eu era uma, após, outra. Nova. Diferente. Depois deles eu era dele. Provisoriamente, momentaneamente, ocasionalmente dele. Sua marca ficou, sim, ficou.

Como não lembrar, nessa época, dos meus alunos? Um enorme grupo de aproximadamente 200 rostinhos... Alguns amorosos, alguns entediados, alguns emocionados, outros bravos, outros tímidos. Oh, são tão diferentes uns dos outros... Nada será como antes. Eles crescerão, cada dia mais sedentos de vida.... Sim, eles também deixaram suas marcas de todas as formas possíveis. E não serão esquecidos. Mesmo que a minha marca neles se apague.

            Creio que a vida nos proporciona momentos incríveis. Vivê-los tendo essa consciência é primordial para que possamos aproveitá-los de fato. Se são alegres, especiais, que não os vivamos com sentimento de posse. A felicidade não pode ser medida em altas doses, por mais que queiramos isso... Ela vem aos poucos, em cada momento... O mais breve que seja. Quando esses momentos se vão, vem a tristeza, a dor, a frustração. Que tenhamos força para admitir que foram bons, que se foram e que outros virão. E é bom estamos preparados, e não tristes e chorosos a lamentar o passado.

            Aos meus amigos... Os verdadeiros... Não há muito o que dizer.  A esses deixo amor, amizade, carinho, afeto, dedicação... Suas marcas são permanentes. Os momentos com cada um não passarão. A presença continuará. Por mais calados e introspectivos que meus gestos sejam, todos sabem o quanto são especiais pra mim. Tanto o sabem, como não julgam, como respeitam meu silêncio e modo de ser. Todos sabem que podem contar comigo sempre que precisarem e para sempre.

            O tempo passa, as marcas ficam. As pessoas ficam, por mais que passem. E nós... vamos acumulando vidas em nossa vida, que segue seu curso. Ávida por mais encontros, por mais marcas, por mais vida, que nos renovam a cada amanhecer.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dias nublados...


De uns dias para cá, um tema tem povoado meus pensamentos. O “engraçado” é que vivo praticamente submersa nesse tema há 7 anos... Nos últimos dias, ele se tornou mais “palpável”, “visível”. Educação. Sim... parece óbvio, mas o tempo vai nos levando, nos conduzindo sem percebermos e, de repente, paramos no hoje, a refletir.
Os afazeres e obrigações do ‘ser professor’ muitas vezes nos fazem prosseguir sem questionar ou analisar criticamente o que se passa na atual educação. Seria lugar comum repetir expressões de protesto contra o Sistema, procurar culpados por insatisfações financeiras ou desabafar a respeito do que precisa melhorar. Isso já cansamos de ler, de pensar, de saber... Não era diferente quando escolhemos seguir esse caminho. O real motivo dessa pausa na minha rotina diária educacional se fez devido a um dado muito mais preocupante que os demais citados.
Em meio a todos os problemas enfrentados pelos professores em seu dia a dia, há algum tempo (já um pouco distante, infelizmente) havia uma pequena luz no fim do túnel que nos movia e incentivava a continuar: o aluno. Não quero dizer com isso que essa luz apagou... Pelo menos tento acreditar nisso. Porém, por mais que, no passado, nos entristecêssemos pelas condições que permeavam nosso ofício, era na sala onde nossas forças se renovavam. O brilho no olhar, o carinho e o interesse da maioria dos alunos nos fortaleciam. Era possível aguentar todo o resto.
Hoje o mais difícil tem sido vencer a indiferença de muitos diante de nossa presença, de nossa vontade de ajudá-los, diante do significado de educação, enfim. Vejo frequentemente a tristeza no rosto de alguns colegas, a vontade deles de desistir.... O que ainda não tenho, por enquanto. O que fazer quando vemos sonhos e credos sendo sufocados por atitudes cruéis, indiferença, indisciplina, desrespeito?
Infelizmente, muitos desistirão. Poucos ingressarão nessa jornada que a cada dia se mostra mais difícil e desafiadora. Como saber o que se sucederá daqui para frente? Não há como prever. Entretanto, enquanto houver um ou dois se importando, precisamos seguir em frente. Por eles. Por nós e pela ideia que temos de Futuro.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Busca


A busca pelo silêncio me invade agora... 
Mais do que antes, mais do que ontem...
Isolar-se é uma forma triste de ser
Isolar-se é um negar em que nada se ganha... mas...
Isolar-me, sim...
Isolar-me, para que um dia eu me encontre...
Isolar-me, para que um dia VOCÊ me encontre
Pois, em meu sonho, já és... já somos
Fora dele, nada é... nem eu o sou
Nem eu o sei 
Fora dele, o mundo é... e eu sigo
A buscar-me... a buscar-te...
A esperar-te
E a conformar-me.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Amarras



Por que será que, muitas vezes, insistimos em algo que não tem a mínima chance de dar certo? Talvez seja pela esperança de que essa mínima chance exista. Isso dá a impressão de que os humanos não se contentam com a “normalidade”, o cômodo, o “fácil”. Se alguém demonstra amor, carinho e atenção por você, há sempre (em sua cabeça, claro) algo de errado com essa pessoa: “é tão legal, mas, poxa, é meu amigo”, “não dá, mora longe”, não dá, é muito novo(a)/mais velho(a)” e as possibilidades de felicidade vão passando e passando........
Infelizmente, o desafio de conquistar alguém impossível nos cega ao ponto de não enxergarmos ao nosso redor. Quanto mais empecilhos, mais o sentimento cresce e a dor-amor aumenta. Assim as pessoas seguem buscando algo “ideal”, que nunca virá. E o amor vira sinônimo de angústia, choro, lágrimas... Todavia, a felicidade, por mais que muitos não a vejam, está em nosso meio... Precisamos aprender a valorizá-la, vê-la, senti-la, vivê-la.
Essa cegueira sem fim nos faz guardar agendas velhas, números antigos. Faz-nos gelar ao ouvir o som do telefone (será que é ele[a]?). Faz-nos relembrar nostalgicamente um passado que foi bom. (Foi bom?). Tudo isso nos impede de olhar para frente, mudar, inovar, respirar, enfim. Sair das amarras que nos prendem a pessoas, amores e sentimentos que há muito já se foram.
Esse “não aproveitar o momento” (tão clichê para alguns), é a causa de um posterior arrependimento. O presente que nos é oferecido agora jamais voltará. Estaremos nós, no futuro, relembrando com lágrimas as oportunidades perdidas hoje? Talvez, infelizmente.
De fato um desafio (incluo-me nisso). A perfeição não é uma característica humana, o passado não vai voltar para resolver o que nós não resolvemos, o amor não é algo que se procura no outro, ele simplesmente é, acontece; e nosso futuro estamos fazendo agora.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ex

Esperado
Esboçado
Esquecido?
Espantada:
Estanque?
Estimulada
Esperançosa
Estático. Esquálido. Esquisito
Esquecimento?
Exato
Ex


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Prioridades


Esta semana me peguei pensando em como a vida pode estar por um fio. Sim, talvez esse seja mais um clichê, mas quando estamos rodeados de médicos e enfermeiras, paramos um pouco para refletir. Fui interrompida de súbito pela anestesista e tive que ouvir, atônita, o valor da taxa da anestesia que eu deveria pagar... Neste momento, agradeci estarmos no dia 04 de julho, já que o dia seguinte seria o dia mais feliz do mês. Enfim, me recompus e retornei à reflexão que me invadia naquele momento.
Sim, nossa vida é algo muito tênue. De uma hora para outra precisamos enfrentar problemas de saúde, precisamos nos cuidar para não sermos assaltados, atropelados, injuriados, caluniados, roubados, ridicularizados..... Mas, por mais que nos cuidemos, pode vir o acaso e decidir brincar conosco. Essa era a situação. Naquela mesa de cirurgia, comecei a pensar em quem realmente importava neste mundo incerto. Comecei a pensar também naquelas pessoas a quem me dediquei, em vão. No tempo que perdi ao fazê-lo e no total desmerecimento delas.
É incrível como perdemos o tempo precioso da nossa vida com o que não deveríamos. Damos valor ao que nos faz sofrer. A todo momento insistimos em viver e trazer de volta o passado e tratá-lo como se fosse o correto, o ideal... “ah como eu fui feliz”, “ah como aquelas músicas eram boas”, “ah como eu ainda gosto dele”. Será mesmo? Temos a mania de nos prender de propósito a coisas passadas, a sentimentos antigos, por sinal, não correspondidos, a presenças invisíveis, que nada têm de presentes em nossa vida. “Vivemos” o que gostaríamos de ter vivido e o agora se torna amargo, vazio, com cara de “se”. “Se ele sentisse o mesmo”, “se eu não tivesse ido, dito, amado, ligado, continuado, chorado”... se, se, se. E o hoje se perdendo em nossas mãos como a água que insistimos em desperdiçar. Até o dia em que ela acabe. Igualmente estamos perdendo algo também precioso: o tempo.
No dia seguinte, vi que o presente é que me esperava, se preocupava e estava feliz com minha volta. Eu poderia não ter voltado, quem sabe? O passado talvez nunca soubesse disso. O passado não estava ali para ver, nem estaria. É preciso que deixemos de pensar no que não foi e passar a pensar no que é.
Sim, nossa vida é algo muito tênue. Por isso, precisamos vivê-la hoje.

sábado, 18 de junho de 2011



Estaremos de fato sós?
Não vês que dentro de ti tudo é vida
Dentro de ti brincam lembranças
Sentimentos, sonhos e desejos

O que tens
Compõe quem tu és
Não vês que nada que está além de ti
Tem o poder de completar-te?

Olha pra dentro de ti
Veja o quanto possuis
Veja o quanto és belo, rico, completo
Veja o quanto podes fazer

O outro não tem o poder de completar-nos
Somos completos, acabados-imperfeitos
A solidão é apenas uma música triste
Que insistimos em escutar...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

És


És presença na ausência...
O tempo cronológico teima em passar
Mas és intacto, estático... e ficas
Nunca fostes, nunca saístes daqui
Agora, sei que és, que estás...
E como é bom saber
Como é bom sentir
Agora, a falta encheu-se de esperança
Sua presença ainda é sonho
Ainda é quase
Ainda é dúvida
Mas, em mim, és certeza
Em mim continuas...
Talvez para sempre.

sábado, 30 de abril de 2011

Um dia...



Um dia, nos damos conta de como estamos cansados
Damo-nos conta de que os anos passam
Damo-nos conta de que a vida é breve
De que palavras não ditas talvez não o sejam jamais
Damo-nos conta de que aquela era a hora
Era a hora de sorrir
Era a hora de consolar, de chorar, de falar
Damo-nos conta de que era realmente amor
De que príncipes encantados não existem
De que a felicidade não é utopia
De que trabalho não é tudo
De que nossos pais tinham razão
Damo-nos conta do quanto precisamos de Deus
De que Ele sempre esteve ali
Damo-nos conta de que amigos existem
De que sempre pudemos contar com eles
De que era preciso pedir desculpas
Era preciso perdoar, ligar, dar gargalhadas...
Damo-nos conta de que as pessoas não são perfeitas
E de que também não o somos
Um dia, nos damos conta de que não há mais tempo
A menos que esse dia seja hoje.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Apologia à gentileza


Humanos, hostis, insensíveis, intolerantes
Sorrisos se perdem em meio às barreiras que se erguem
Barreiras intransponíveis, feitas de ego, de orgulho
Feitas de nada, cheias de si, cheias
Grosserias, incompreensões, julgamentos, ressentimentos
Sem por que, sem pra quê, sem...
Um dia o hoje desiste de ser amanhã
E o talvez será adeus
E mais nada.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Procurado



Procura-se o Futuro
Imaginado e enfeitado com fitas e plumas...
Ele foi visto pela última vez em um sonho
Estava calmo, sereno e tranquilo, feliz, enfim
Mas se deixou levar por um desconhecido astuto, também chamado de Destino.
Esse suposto sequestrador nunca foi visto, mas todos o temem, pois é famoso pelos seus atos imprevisíveis.
Não se tem notícia do Futuro desde a última primavera, ocasião em que sua dona até pensou tê-lo visto escondido em um sorriso espontâneo. Mas estava muito longe e ele fugia como se algo o impedisse de se libertar. Ela tentou segui-lo, mas foi impedida pelo Tempo, que tentou convencê-la a aguardar contato do sequestrador. Porém, a dona não se conforma, já está apreensiva quanto à integridade do seu Futuro. Quando questionado, o Tempo indagou que o melhor remédio era esperar. O que se sabe é que o Futuro seguiu o Destino rumo ao desconhecido. Testemunhas garantem que essa não é a primeira vez que o Destino tem o Futuro nas mãos. 
Mas nem tudo está perdido. Telefonemas anônimos relatam que o Futuro está próximo, pois foram encontradas pistas nos sorrisos ao redor da dona. Espera-se que  em breve esse caso seja solucionado. Enquanto isso, a dona segue o conselho do Tempo e espera pelo contato do Destino, que, se tudo ocorrer bem, trará seu Futuro feliz e sem maiores danos.

domingo, 10 de abril de 2011

Reféns do acaso



Quando paramos para pensar, notamos o quanto a vida é frágil. Vivemos rodeados de pessoas, que, por mais que convivamos com elas, nunca as conheceremos de fato. Solidão, silêncio, introspecção. Resquícios de, talvez, problemas interiores? Como saber? Muitos apreendem do silêncio o melhor que ele pode proporcionar, mas nem sempre é assim. A mente humana vem sendo estudada desde os primórdios, e, mesmo assim, somos surpreendidos dia a dia por atos que ultrapassam nosso entendimento.
Juventude... sinônimo de jovialidade, alegria de viver, perspectivas, sonhos... Será mesmo? Temos mania de generalizar as coisas. É mais fácil. A juventude doce que se prega na sociedade pode esconder (e esconde) casos que nada têm de padrão ou de “normalidade”. Sim, prega-se uma normalidade que esbarra numa coisa que muitos não se lembram: a personalidade, o individualismo, as armadilhas do desconhecido, da mente, que, muitas vezes involuntariamente, pregam peças nessa tal normalidade. De fato, a mente humana ainda nos surpreenderá com o que pode fazer. Traumas infantis, nãos acumulados, repressão, depressão, patologias ou tudo enfim, não se sabe. Nunca saberemos.  Atitudes impensadas, desequilibradas, de vez em quando vêm reger destinos, vêm sacrificar sonhos (dessa vez reais), vêm fragmentar famílias que nada podem fazer diante do acaso, do bárbaro.
Em meio a tantos avanços, tanta ganância, a essa aparente normalidade e rotina enfrentada por todos, que dia a dia seguem suas vidas como máquinas programadas, surgem atos impensados que vêm mostrar a todos o quanto somos vulneráveis, o quanto somos fracos, o quanto nossa vida é fugaz, limitada. Impossível prever o que o amanhã nos reserva. Os dias passam e as pessoas continuam a viver sem muitas vezes perceber quem nos acompanha nessa jornada. Bullying, solidão, depressão, não importa agora. Doze sonhos infantis se esvaem em segundos. Milhões de vidas se espedaçam minutos depois.
E o acaso nos seguirá para todo o sempre.

domingo, 20 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Rush

Presa em ti eu sigo
Não há como escapar!
Ando poucos metros, tu me deténs
Ondas de calor me invadem toda
Uma mescla de sentimentos me atordoa:
Ódio, ansiedade, impotência
Tenho um alvo a cumprir
Mas, submissa, desisto de lutar contra ti
És mais forte, tens o poder de nos controlar
Olho ao meu redor... há barulho, inquietação
Prendes a todos, paras o tempo, fechas caminhos
Quem és tu?
Será o amor?
Será a paixão?
Não... nada se compara a ti, engarrafamento!



terça-feira, 8 de março de 2011

Achismos


 Incrível como não conhecemos as pessoas antes de rotulá-las. Somos a todo momento julgados pelo que aparentamos ser ou pelo que gostariam que fôssemos. Palavras mal interpretadas, ou não proferidas, gestos e até a personalidade podem afastar o outro de um modo absurdo... O não-dito se sobressai e os pré-julgamentos imperam...
Seria tão bom se nos déssemos uma chance. Uma chance de conhecer o outro antes de julgá-lo. Infelizmente não é isso que acontece e, geralmente, acabamos sendo injustos. Quantas vezes nos surpreendemos com atitudes afetivas de alguém que nunca pensamos ser capaz de tal ato? Quantas pessoas nos querem bem e, por não saberem demonstrar, são desprezadas ou simplesmente ignoradas?
Que cada um saiba ultrapassar a barreira dos achismos e descubra a verdadeira face das pessoas que nos cercam. O que importa se, ao agir assim, nos decepcionemos? Faz parte da vida... Pior é sofrer ou julgar por antecipação... “Basta a cada dia o seu mal”, não é mesmo?

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval...


         Difícil não fazer um pequeno comentário sobre o que vejo nesta época do ano. Carnaval... Muitos pediram para que eu me expressasse sobre isso, tentei evitar, por já prever os comentários, mas serei bem sincera.
Por mais que respeite opiniões alheias e entenda a questão “cultural” do evento, ainda não consegui gostar. Os anos passam e o que eu vejo é a multiplicação de um vazio, de uma falsidade. Claro... há quem diga que sem alegria o que faríamos em meio a esse caos que nos cerca diariamente... Porém, a questão não é apenas a alegria. Depende também do modo como cada um interpreta essa alegria. Precisamos refletir sobre o porquê de tudo isso. Do que as pessoas tentam se anestesiar?
Bebida alcoólica, promiscuidade, violência nada têm de cultural, pelo menos não para mim. É como se todos esperassem uma época para tirarem de si a face oculta. O “eu” que pode tudo se liberta e vemos valores irem para o ralo. Não, não sinto nenhuma necessidade dessa alegria. “Este ano só tivemos 500 ocorrências de violência no carnaval da Bahia até agora... 90 mortes nas estradas...”  ouvi no noticiário esta manhã. Só? Apesar de “baixo” em relação ao ano passado, esse número é bem significativo, não?
No fim, o que resta? Noites mal dormidas, insolação, pouco, ou nenhum, dinheiro, documentos, paciência, namorados(as) perdidos(as)... E o que se ganha? Felicidade? Qual? A momentânea, que faz esquecer a realidade por poucos segundos/dias?
 Não, obrigada.



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