Ϛ O silêncio, às vezes, nos traz significativas reflexões... ele nos permite avaliar as mais íntimas percepções, os mais secretos sentimentos... que, quando externados, mostram quem realmente somos... Talvez não seja preciso falar... Basta perceber, observar e sentir. ï

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dias nublados...


De uns dias para cá, um tema tem povoado meus pensamentos. O “engraçado” é que vivo praticamente submersa nesse tema há 7 anos... Nos últimos dias, ele se tornou mais “palpável”, “visível”. Educação. Sim... parece óbvio, mas o tempo vai nos levando, nos conduzindo sem percebermos e, de repente, paramos no hoje, a refletir.
Os afazeres e obrigações do ‘ser professor’ muitas vezes nos fazem prosseguir sem questionar ou analisar criticamente o que se passa na atual educação. Seria lugar comum repetir expressões de protesto contra o Sistema, procurar culpados por insatisfações financeiras ou desabafar a respeito do que precisa melhorar. Isso já cansamos de ler, de pensar, de saber... Não era diferente quando escolhemos seguir esse caminho. O real motivo dessa pausa na minha rotina diária educacional se fez devido a um dado muito mais preocupante que os demais citados.
Em meio a todos os problemas enfrentados pelos professores em seu dia a dia, há algum tempo (já um pouco distante, infelizmente) havia uma pequena luz no fim do túnel que nos movia e incentivava a continuar: o aluno. Não quero dizer com isso que essa luz apagou... Pelo menos tento acreditar nisso. Porém, por mais que, no passado, nos entristecêssemos pelas condições que permeavam nosso ofício, era na sala onde nossas forças se renovavam. O brilho no olhar, o carinho e o interesse da maioria dos alunos nos fortaleciam. Era possível aguentar todo o resto.
Hoje o mais difícil tem sido vencer a indiferença de muitos diante de nossa presença, de nossa vontade de ajudá-los, diante do significado de educação, enfim. Vejo frequentemente a tristeza no rosto de alguns colegas, a vontade deles de desistir.... O que ainda não tenho, por enquanto. O que fazer quando vemos sonhos e credos sendo sufocados por atitudes cruéis, indiferença, indisciplina, desrespeito?
Infelizmente, muitos desistirão. Poucos ingressarão nessa jornada que a cada dia se mostra mais difícil e desafiadora. Como saber o que se sucederá daqui para frente? Não há como prever. Entretanto, enquanto houver um ou dois se importando, precisamos seguir em frente. Por eles. Por nós e pela ideia que temos de Futuro.
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