Ϛ O silêncio, às vezes, nos traz significativas reflexões... ele nos permite avaliar as mais íntimas percepções, os mais secretos sentimentos... que, quando externados, mostram quem realmente somos... Talvez não seja preciso falar... Basta perceber, observar e sentir. ï

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Busca


A busca pelo silêncio me invade agora... 
Mais do que antes, mais do que ontem...
Isolar-se é uma forma triste de ser
Isolar-se é um negar em que nada se ganha... mas...
Isolar-me, sim...
Isolar-me, para que um dia eu me encontre...
Isolar-me, para que um dia VOCÊ me encontre
Pois, em meu sonho, já és... já somos
Fora dele, nada é... nem eu o sou
Nem eu o sei 
Fora dele, o mundo é... e eu sigo
A buscar-me... a buscar-te...
A esperar-te
E a conformar-me.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Amarras



Por que será que, muitas vezes, insistimos em algo que não tem a mínima chance de dar certo? Talvez seja pela esperança de que essa mínima chance exista. Isso dá a impressão de que os humanos não se contentam com a “normalidade”, o cômodo, o “fácil”. Se alguém demonstra amor, carinho e atenção por você, há sempre (em sua cabeça, claro) algo de errado com essa pessoa: “é tão legal, mas, poxa, é meu amigo”, “não dá, mora longe”, não dá, é muito novo(a)/mais velho(a)” e as possibilidades de felicidade vão passando e passando........
Infelizmente, o desafio de conquistar alguém impossível nos cega ao ponto de não enxergarmos ao nosso redor. Quanto mais empecilhos, mais o sentimento cresce e a dor-amor aumenta. Assim as pessoas seguem buscando algo “ideal”, que nunca virá. E o amor vira sinônimo de angústia, choro, lágrimas... Todavia, a felicidade, por mais que muitos não a vejam, está em nosso meio... Precisamos aprender a valorizá-la, vê-la, senti-la, vivê-la.
Essa cegueira sem fim nos faz guardar agendas velhas, números antigos. Faz-nos gelar ao ouvir o som do telefone (será que é ele[a]?). Faz-nos relembrar nostalgicamente um passado que foi bom. (Foi bom?). Tudo isso nos impede de olhar para frente, mudar, inovar, respirar, enfim. Sair das amarras que nos prendem a pessoas, amores e sentimentos que há muito já se foram.
Esse “não aproveitar o momento” (tão clichê para alguns), é a causa de um posterior arrependimento. O presente que nos é oferecido agora jamais voltará. Estaremos nós, no futuro, relembrando com lágrimas as oportunidades perdidas hoje? Talvez, infelizmente.
De fato um desafio (incluo-me nisso). A perfeição não é uma característica humana, o passado não vai voltar para resolver o que nós não resolvemos, o amor não é algo que se procura no outro, ele simplesmente é, acontece; e nosso futuro estamos fazendo agora.
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